Em um recente pronunciamento, a China denunciou os Estados Unidos por práticas de ‘bullying’ em relação à Venezuela. O governo do presidente Donald Trump anunciou que comprará até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, desviarando exportações que já estavam destinadas a Pequim. A medida é vista como um esforço para controlar as reservas de petróleo da Venezuela, em meio a tensões geopolíticas na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacou que essa ação representa uma violação da soberania da Venezuela e dos direitos de seu povo. Desde novembro, a Venezuela enfrenta um bloqueio naval americano, o que levou o país a considerar o redirecionamento de suas exportações. Com a redução de suas importações de petróleo venezuelano, a China pode buscar maiores relações comerciais com o Irã e a Rússia, outros aliados estratégicos.
Este acordo pode ter implicações significativas para a economia venezuelana e as relações internacionais. Enquanto o governo de Caracas tenta equilibrar a pressão dos EUA e a necessidade de apoio econômico, a situação política interna continua instável sob a liderança da presidente interina. O desdobramento desse acordo poderá impactar a dinâmica do setor petrolífero global e a política na América Latina.

