CFM propõe usar Enamed para definir registro profissional de médicos

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou que está considerando a utilização das notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como um critério para conceder registro profissional aos formandos em medicina. Para isso, o CFM solicitou ao Ministério da Educação e ao Inep os dados que identificam os alunos que obtiveram notas consideradas insuficientes no exame. A resposta do Inep ainda é aguardada, e o debate sobre a qualidade da formação médica no Brasil se intensifica.

Os resultados do Enamed, que avalia a proficiência de médicos em formação, revelaram que cerca de um terço dos cursos apresentou desempenho insatisfatório, destacando uma preocupação com a estrutura dos cursos, especialmente nas instituições privadas e municipais. O presidente do CFM, José Hiram Gallo, defende que a criação de um exame de proficiência deve ser uma exigência para os futuros médicos, similar ao que ocorre com os bacharéis em Direito. Esse movimento busca assegurar que apenas profissionais qualificados possam atuar na área da saúde, promovendo a segurança dos pacientes.

As implicações dessa proposta são significativas, pois podem levar a sanções para as faculdades de medicina que não atingirem padrões adequados de formação. A Associação Médica Brasileira também apoia a ideia de um exame de proficiência, alertando para os riscos que a formação inadequada pode trazer à população. À medida que o debate avança, a necessidade de garantir uma formação sólida e de qualidade para os futuros médicos se torna cada vez mais urgente.

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