CFM avalia usar Enamed para registro profissional de médicos formandos

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está considerando utilizar as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como critério para a concessão do registro profissional. Em busca de dados específicos, o CFM solicitou ao Ministério da Educação e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informações sobre formandos que obtiveram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes. A resposta do Inep ainda está pendente, mas a situação é preocupante para a formação médica no país.

O Enamed, instituído em 2025, revelou que cerca de um terço dos cursos de medicina no Brasil apresentou resultados insatisfatórios, especialmente na rede privada e municipal. O presidente do CFM, José Hiram Gallo, argumenta que a falta de infraestrutura adequada, como hospitais universitários, compromete a formação dos futuros médicos. A situação leva o CFM a apoiar sanções do Ministério da Educação às faculdades com desempenho ruim, além de reforçar a necessidade de um exame de proficiência médica como pré-requisito para a atuação profissional.

Além disso, a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) têm manifestado suas preocupações em relação ao uso das notas do Enamed. Enquanto a AMB defende a necessidade de um exame de proficiência para garantir a qualidade na prática médica, a ABMES critica o que considera um uso punitivo do exame, ressaltando que a avaliação não deve desqualificar os formandos. O debate sobre a formação médica e a qualidade do atendimento à saúde no Brasil ganha cada vez mais relevância.

Compartilhe esta notícia