O caso do Banco Master se transformou em um teste significativo para o sistema financeiro brasileiro, conforme observado por Alexandre Pires, professor de Relações Internacionais e Economia do Ibmec, em São Paulo. Ele destacou a importância da atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já iniciou os pagamentos, como uma medida eficaz para evitar uma corrida aos bancos e manter a confiança do mercado.
Pires enfatizou que todos os sistemas financeiros enfrentam riscos de falhas e decisões erradas, o que pode levar a quebras, mesmo sem práticas ilícitas. Ele reconheceu que, atualmente, existem mecanismos para mitigar esses impactos, mencionando a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de acelerar a devolução de recursos aos credores como um passo crucial para acalmar o ambiente financeiro e reduzir o risco de contágio.
Entretanto, a crítica mais contundente do professor recai sobre a forma como as instituições lidaram com a situação. Pires considera que a intervenção do Supremo Tribunal Federal foi precipitada e sugere que o Banco Central deveria ter sido o primeiro a intervir, seguido por ações da Polícia Federal e da Procuradoria. Essa abordagem, segundo ele, gerou insegurança jurídica, um fator que pode se transformar em um problema mais sério se não for tratado com a devida atenção.

