Em um cenário onde o mercado automotivo é frequentemente centrado nos veículos novos, a realidade revela que o carro mais vendido no mundo é, na verdade, o usado. Em 2025, o Brasil registrou um impressionante total de 18,5 milhões de transferências de veículos seminovos e usados, enquanto apenas 2,5 milhões de automóveis novos foram licenciados. Essa relação de sete carros usados para cada novo destaca uma mudança significativa nas preferências dos consumidores e nas dinâmicas de mercado.
A dominância dos veículos usados se torna evidente, especialmente em economias maduras como a dos Estados Unidos e da Europa, onde as vendas de seminovos superam amplamente as de novos. Essa tendência é impulsionada por fatores como a acessibilidade financeira, a depreciação dos veículos novos e a variedade de opções disponíveis no mercado de usados. O Brasil, nesse contexto, eleva essa lógica, mostrando que a transação de veículos usados representa não apenas uma escolha econômica, mas também uma resposta a uma necessidade crescente de mobilidade acessível.
As implicações dessa mudança são profundas para todos os atores da indústria automotiva, incluindo concessionárias, montadoras e instituições financeiras. A adaptação a essa nova realidade requer uma reavaliação das estratégias de negócios, focando na confiança e na transparência na transação de usados. A indústria deve, portanto, se preparar para atender a um mercado que, cada vez mais, busca soluções práticas e acessíveis, evidenciando a relevância do setor de seminovos e usados.

