No dia 3 de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação polêmica que levanta sérias dúvidas sobre sua legalidade. Ambas as figuras foram levadas à força para Nova York, onde enfrentarão acusações de narcoterrorismo. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu a ação como uma operação policial que não requer autorização do Congresso, uma interpretação contestada por parlamentares democratas.
A oposição e especialistas em direito criticam a operação, considerando-a um ato de guerra e uma violação da Carta das Nações Unidas. A ex-procuradora federal Barbara McQuade destacou que a detenção de indivíduos fora dos Estados Unidos normalmente requer um pedido de extradição, enquanto o procedimento atual poderia permitir que os advogados de Maduro pleiteassem a invalidação do caso. As consequências legais dessa captura poderão resultar em longas disputas nos tribunais, especialmente devido à imunidade que a posição de chefe de Estado confere a Maduro.
Este episódio não apenas intensifica as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, mas também poderá estabelecer um precedente perigoso para futuras operações militares em outros países. Enquanto alguns defensores da ação acreditam que Maduro enfrentará o mesmo destino do ex-líder panamenho Manuel Noriega, outros alertam que a violação do direito internacional pode ter repercussões significativas para a política externa americana. A situação demanda atenção contínua, pois os desdobramentos jurídicos e diplomáticos ainda estão por se definir.

