O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, está em meio a um clima de incerteza e apreensão em relação às ameaças de Donald Trump, que têm se intensificado após a prisão do presidente venezuelano e as declarações sobre a Groenlândia. Carney, que assumiu o cargo com a promessa de enfrentar o presidente americano, tem optado por uma postura mais cautelosa, evitando antagonismos diretos, enquanto a população canadense começa a levar a sério as ameaças à sua soberania.
As recentes declarações de Trump, que incluem insinuações sobre a anexação da Groenlândia e a possibilidade de coerção militar, alarmaram especialistas e cidadãos canadenses. A coluna de um importante jornal nacional destacou a urgência de o Canadá se preparar para uma eventualidade, sugerindo que o país deve aprender com as experiências de defesa de nações como a Finlândia. Os analistas enfatizam que o fortalecimento das forças armadas é vital para garantir a segurança nacional diante de um cenário internacional incerto, no qual a soberania canadense pode estar em risco.
O futuro da relação entre Canadá e Estados Unidos permanece nebuloso, com Carney buscando diversificar parcerias comerciais e reduzir a dependência em relação a Washington. No entanto, a continuação da retórica agressiva de Trump levanta questões sobre o que o Canadá pode fazer para evitar uma possível intervenção americana. À medida que o Canadá se prepara para um referendo na província de Alberta, há preocupações sobre a possibilidade de interferência externa e a erosão da soberania canadense em um ambiente geopolítico cada vez mais hostil.

