O atleta queniano Albert Korir, vencedor da Maratona de Nova York em 2021, foi suspenso provisoriamente nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, após ter testado positivo para eritropoietina (EPO), substância proibida. A suspensão é um duro golpe para a imagem do atletismo do Quênia, que já lida com uma série de casos relacionados ao doping e suas consequências. A Athletics Integrity Unit (AIU) confirmou a violação, agravando a situação do país na luta contra práticas doping no esporte.
Korir, de 31 anos, também é conhecido por ter alcançado o terceiro lugar na Maratona de Nova York em 2023, e por vitórias anteriores em outras competições, como a Maratona de Ottawa. O Quênia tem sido alvo de críticas por seu histórico de doping, com mais de 140 atletas punidos por violações nos últimos anos. Apesar dos avanços mencionados pela Agência Mundial Antidoping (WADA) em 2023, o país permanece sob observação devido a preocupações contínuas sobre o controle de substâncias proibidas entre seus corredores.
Os escândalos de doping têm implicações significativas, não apenas para a reputação do Quênia, mas também para muitos atletas que dependem do esporte como meio de vida. A pressão para vencer pode levar alguns corredores a adotar práticas ilícitas, especialmente em um cenário onde a infraestrutura para desenvolvimento esportivo é insuficiente. A situação de Korir pode intensificar os esforços para reformular o sistema antidoping no Quênia e restaurar a confiança no atletismo do país.

