Ativistas levantaram preocupações sobre o uso de câmeras de segurança chinesas na Catedral de Salisbury, que abriga uma das quatro cópias sobreviventes da Magna Carta. Essas câmeras, fabricadas pela Dahua Technology, estão sendo criticadas por sua associação com alegações de abusos de direitos humanos, incluindo a suposta contribuição para o genocídio dos uigures. A pressão para a remoção desse equipamento vem em meio ao crescente escrutínio sobre a tecnologia chinesa em locais sensíveis.
Os ativistas argumentam que a presença dessas câmeras na Catedral, um importante símbolo de justiça social, é inadequada e compromete a integridade das instituições democráticas. Em correspondências obtidas pelo Guardian, eles pedem à administração da Catedral que retire os dispositivos, ressaltando que essa tecnologia já foi removida de outros locais governamentais no Reino Unido devido a preocupações similares. A situação destaca a tensão entre segurança pública e direitos humanos em um contexto global cada vez mais complicado.
As implicações dessa polêmica podem se estender além do Reino Unido, refletindo uma crescente resistência à influência tecnológica de países como a China. O debate sobre a segurança das tecnologias utilizadas em locais de valor histórico pode influenciar futuras decisões políticas e de segurança. À medida que a pressão aumenta, a Catedral de Salisbury se vê no centro de uma discussão mais ampla sobre a ética da vigilância e a proteção dos direitos humanos.

