Câmara dos EUA inicia processo contra Clintons por desacato ao Congresso

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Em 21 de janeiro de 2026, um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominado por republicanos, aprovou o início de um procedimento de desacato ao Congresso contra Bill e Hillary Clinton. O casal é acusado de se recusar a depor em uma investigação sobre Jeffrey Epstein, um notório criminoso sexual que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento. A medida surge após os Clinton não atenderem a intimações para comparecer e esclarecer seus vínculos com Epstein.

O Comitê de Supervisão, liderado por republicanos, argumenta que a desobediência dos Clinton às intimações não pode ser ignorada. O presidente do Comitê, James Comer, destacou que nenhum cidadão pode desafiar uma ordem do Congresso sem enfrentar consequências, implicando que essa recusa é um ataque à autoridade legislativa. Os Clinton, por sua vez, alegam que a investigação visa deslegitimar adversários políticos do presidente Donald Trump, que também teve laços com Epstein, mas não foi convocado a depor.

A Câmara dos Representantes, que também possui maioria republicana, discutirá em breve a possibilidade de formalizar a citação dos Clintons, o que poderia resultar em encaminhamentos ao Departamento de Justiça para possíveis ações penais. Enquanto isso, os Clinton afirmam que as intimações carecem de um propósito legislativo claro, apresentando declarações juramentadas sobre suas interações com Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, que deverá depor em fevereiro. A investigação continua a levantar questões sobre a responsabilidade política e a transparência na condução dos processos judiciais relacionados a Epstein.

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