Brics reduzem estoques de títulos do Tesouro dos EUA em tempos de tensão

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Desde a reeleição de Donald Trump em novembro de 2024, os países do Brics, incluindo China, Índia e Brasil, têm diminuído suas participações em títulos do Tesouro americano. Dados do Departamento do Tesouro mostram que, entre outubro de 2024 e 2025, a China reduziu sua participação em 9,4%, a Índia em 21% e o Brasil em 26,7%. Este fenômeno ocorre em um contexto de crescente tensão comercial e tarifária entre os EUA e essas nações.

O recuo das participações nos títulos do Tesouro é notável, especialmente considerando que a China, outrora a maior detentora, agora ocupa a terceira posição, atrás do Japão e do Reino Unido. A situação financeira desses países foi impactada pelas políticas protecionistas do governo americano, que, apesar de algumas concessões, continuam a provocar incertezas. Brasil, China e Índia, que já tinham estoques significativos, vêm ajustando suas estratégias financeiras diante desse cenário.

As implicações desse movimento são profundas, já que a redução dos estoques de títulos do Tesouro pode indicar uma mudança nas relações econômicas e financeiras entre os Brics e os Estados Unidos. Além disso, essa estratégia pode ser vista como uma tentativa de diversificar investimentos e minimizar riscos associados à política econômica americana. O futuro desses países no mercado financeiro global dependerá de como eles gerenciam suas reservas e se adaptam às novas realidades econômicas.

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