O Brasil obteve um superávit comercial de US$ 489 milhões com a Venezuela em 2025, conforme anúncio feito pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Este resultado, embora o maior desde 2015, representa uma fração mínima das exportações totais do Brasil, apenas 0,24%. A relação comercial entre os dois países continua a ser limitada, com a Venezuela ocupando a 52ª posição no ranking de destinos das exportações brasileiras.
As exportações para a Venezuela totalizaram US$ 838,2 milhões, uma queda de 30% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as importações de produtos venezuelanos somaram US$ 349,1 milhões, o que indica uma diminuição de 17,3% em relação a 2024. Dessa forma, a corrente total de comércio entre Brasil e Venezuela alcançou apenas US$ 1,2 bilhão, representando uma fração ínfima do comércio total do Brasil, que foi de US$ 629 bilhões no mesmo período.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou sobre a importância da recuperação econômica da Venezuela, destacando que o país já foi uma economia forte na América do Sul. Ele também ressaltou a necessidade de investimento para a exploração das vastas reservas de petróleo da Venezuela. Com a expectativa de crescimento nas exportações de petróleo pelo Brasil, especialmente a partir do pré-sal, Alckmin manifestou otimismo quanto ao futuro das relações comerciais entre os dois países.

