Brasil sugere à China flexibilização nas cotas de carne bovina

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

O Brasil planeja propor à China a flexibilização das cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais, em resposta às medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo chinês. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, caso um país não consiga cumprir sua cota, o Brasil poderá assumir essa responsabilidade. Essa proposta será discutida bilateralmente ao longo de 2026, buscando garantir a competitividade do produto brasileiro no mercado chinês.

As novas cotas, que visam regular as importações de carne bovina, foram estabelecidas de acordo com a participação de cada país nas exportações para a China. O Brasil, principal fornecedor de carne bovina ao país asiático, terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifas adicionais em 2026. O ministro ressaltou a importância dessas negociações para manter a presença brasileira no mercado e conter a inflação de alimentos na China, através de um diálogo contínuo e construtivo.

Fávaro também comentou que o Brasil se mostrou preparado para enfrentar possíveis desafios comerciais, com a abertura de novos mercados nos últimos anos. O ministro descartou a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas chinesas, afirmando que a relação entre Brasil e China é sólida e baseada em confiança mútua. A expectativa é que, ao longo do ano, o Brasil continue a fortalecer sua posição no mercado chinês, mantendo a qualidade e competitividade de sua carne bovina.

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