O Brasil tem mostrado uma vantagem competitiva em relação à inteligência artificial no mercado financeiro, com investimentos previstos de R$ 47,8 bilhões até 2025. No entanto, a criação de normas específicas por parte do Banco Central ainda não está no horizonte imediato, o que gera preocupações sobre a regulação do setor. Especialistas ressaltam que, apesar da solidez do sistema financeiro nacional, a escassez de mão de obra qualificada é um desafio significativo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Deloitte indicam que uma parte substancial desses investimentos será direcionada a soluções de inteligência artificial, big data e Analytics. O Brasil se beneficia de um sistema financeiro altamente digitalizado e regulado, com um Banco Central robusto, mas ainda enfrenta dificuldades em formar profissionais na área de tecnologia. A comparação com nações como Índia e China evidencia a necessidade urgente de melhorar a formação na área.
Os especialistas afirmam que, para garantir a segurança e a inovação, é fundamental que as empresas e o governo trabalhem juntos em um ambiente regulatório claro. Iniciativas como o Plano Brasil Digital+ visam posicionar o país como líder em cadeias globais digitais até 2030. Contudo, para que esse potencial seja alcançado, investimentos em educação e formação de profissionais são imprescindíveis para lidar com os desafios trazidos pela inteligência artificial.

