Brasil propõe flexibilização das cotas de carne bovina à China

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Brasil anunciou que irá propor à China a flexibilização nas cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais, conforme declarado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A proposta foi feita em resposta às novas medidas de salvaguarda chinesas, que começaram a valer em 1º de janeiro de 2026. Fávaro destacou que, caso um país não consiga cumprir sua cota, o Brasil poderia assumir essa responsabilidade, garantindo um fluxo contínuo de exportações.

As discussões sobre as cotas acontecerão ao longo de 2026, com o objetivo de garantir que a carne brasileira, reconhecida pela sua qualidade, se mantenha competitiva no mercado chinês. O governo chinês estabeleceu tarifas adicionais de 55% para volumes que excederem as cotas, impactando diretamente os principais exportadores, como Brasil, Argentina e Uruguai. A cota do Brasil, de 1,106 milhão de toneladas, é a maior entre os países exportadores e representa cerca de 45% das importações de carne bovina da China.

Fávaro enfatizou que não espera um impacto significativo no mercado em decorrência dessas novas medidas, pois o Brasil já tem uma relação sólida com a China. Ele afirmou que o país está preparado para lidar com eventuais desafios comerciais, com a abertura de novos mercados nos últimos anos. Além disso, o ministro descartou qualquer ação contra as medidas chinesas na Organização Mundial do Comércio, reforçando a continuidade do diálogo e a confiança mútua entre as nações.

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