O Brasil vai propor à China a flexibilização das cotas de carne bovina isentas de tarifas adicionais, conforme anunciado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A discussão sobre essa medida ocorrerá ao longo de 2026, em resposta às novas cotas e tarifas de importação estabelecidas pelo governo chinês, que impactam tanto o Brasil quanto outros grandes exportadores. O objetivo é garantir que o Brasil possa assumir cotas não cumpridas por outros países, mantendo a competitividade no mercado chinês.
Fávaro informou que a China impôs uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que excederem as cotas estabelecidas, limitando as importações de carne bovina. O Brasil, principal fornecedor de carne para a China, terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. Esta cota é fundamental para o Brasil, já que o país responde por 45% das importações chinesas de carne bovina, e a proposta de flexibilização visa garantir a continuidade do comércio e a estabilidade no mercado.
As negociações com a China são vistas como uma oportunidade para o Brasil aumentar suas exportações e explorar novos mercados, especialmente após uma série de aberturas comerciais. O ministro enfatizou a importância de manter um diálogo constante com as autoridades chinesas, ressaltando que a relação entre Brasil e China é sólida. Enquanto isso, o Brasil está confiante em sua capacidade de remanejar as exportações para outros mercados caso as cotas não sejam alcançadas, mantendo-se otimista quanto ao futuro das exportações de carne bovina.

