O Brasil lançou a Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) em um esforço para explorar suas vastas reservas de minerais críticos, que representam aproximadamente 23% do total mundial. Essa política, aprovada em 2025, busca não apenas o desenvolvimento tecnológico, mas também a redução da dependência do país em relação a potências como a China, que atualmente domina o processamento desses recursos. A iniciativa é considerada crucial diante da crescente demanda global por minerais essenciais na transição energética.
Apesar de suas ricas reservas, o Brasil ainda participa de forma limitada nas cadeias de valor globais, atuando principalmente como exportador de matérias-primas. A implementação da ENTR e a construção da primeira unidade de processamento de ímãs permanentes são passos significativos para agregar valor internamente a esses recursos. Especialistas enfatizam a necessidade de parcerias estratégicas que promovam a transferência de tecnologia e estimulem a inovação no setor.
A eficácia da ENTR dependerá de investimentos robustos e de um compromisso contínuo com a sustentabilidade na exploração mineral. Especialistas alertam que, sem um consenso nacional sobre a gestão de seus recursos, o Brasil corre o risco de ser novamente subjugado por interesses estrangeiros. A abordagem deve ser holística, considerando não apenas os aspectos econômicos, mas também as implicações ambientais e sociais da exploração das terras raras.

