Brasil forma 760 enfermeiros obstétricos para fortalecer o SUS

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a formação de 760 enfermeiros obstétricos, que atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS), em um investimento de R$ 17 milhões. Essa iniciativa, que faz parte da Rede Alyne, visa aumentar a capacidade de atendimento obstétrico e neonatal, em um país que possui apenas 13 mil profissionais qualificados na área. O curso de especialização foi iniciado em novembro de 2025 e é destinado a profissionais com experiência na atenção à saúde das mulheres no SUS.

A escassez de enfermeiros obstétricos no Brasil é alarmante, com uma proporção de apenas cinco enfermeiros para cada mil nascidos vivos, em comparação com países que possuem entre 25 e 68 profissionais na mesma proporção. A formação dos novos enfermeiros busca não apenas aumentar a disponibilidade de atendimento, mas também promover uma abordagem mais humanizada, reduzindo o número de cesarianas e intervenções desnecessárias durante o parto. A atuação desses especialistas é fundamental para garantir a saúde da mulher durante a gestação, o parto e o pós-parto.

As implicações dessa medida são significativas para a saúde materno-infantil no Brasil. A presença de enfermeiros obstétricos pode contribuir para a redução da mortalidade materna, que é uma preocupação constante no país. Além disso, o fortalecimento da enfermagem obstétrica busca mudar a cultura em torno do parto, promovendo um atendimento mais respeitoso e humanizado às gestantes, e desmistificando a ideia de que o parto natural é uma opção de menor qualidade.

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