Brasil extinguirá orelhões até 2028; Anatel anuncia novos serviços

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

Os orelhões, conhecidos telefones públicos do Brasil, têm sua aposentadoria programada para o final de 2028. Desde sua introdução em 1972, esses dispositivos, projetados pela arquiteta Chu Ming Silveira, tornaram-se símbolos da comunicação pública no país. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que, com a extinção, cerca de 30 mil orelhões deixarão de funcionar gradualmente nos próximos anos.

Os contratos que garantiam a manutenção dos orelhões, firmados em 1998, expiram em 2025. A Anatel explicou que a discussão sobre a adaptação do modelo de concessão visa estimular investimentos em redes de telecomunicações mais modernas, como a banda larga. A crise financeira da Oi, uma das principais concessionárias, complicou ainda mais a transição para novos formatos de serviço.

Com a mudança, cerca de 9 mil orelhões permanecerão ativos em localidades sem cobertura 4G. As operadoras se comprometeram a investir em infraestrutura, incluindo fibra óptica e expansão da telefonia celular, até 31 de dezembro de 2028. A extinção dos orelhões não é apenas uma mudança de tecnologia, mas um reflexo das transformações nas necessidades de comunicação da sociedade.

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