O ano de 2025 foi um marco atípico para as síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) no Brasil, com a circulação de vírus respiratórios ocorrendo de forma intensa e prolongada além do esperado. Dados do InfoGripe mostram que o país registrou mais de 230 mil casos de SRAG, resultando em 13.678 óbitos, com a influenza A e a Covid-19 contribuindo significativamente para a mortalidade, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A situação foi exacerbada por uma baixa cobertura vacinal, que ficou em apenas 53,43% para a gripe e 3,49% para a Covid-19, dificultando o controle da propagação dos vírus. Pesquisadores alertam que a falta de adesão às vacinas favoreceu a circulação prolongada de patógenos, levando a uma sobrecarga no sistema de saúde e a um fenômeno incomum: duas ondas de influenza A ao longo do ano. Especialistas destacam a importância de manter medidas de prevenção e a vigilância contínua para enfrentar novas variantes e surtos futuros.
Com o início de 2026, as tendências para as síndromes respiratórias apresentam uma leve queda, mas a vigilância continua sendo essencial, especialmente na região Norte, onde ainda há aumento de hospitalizações. A complexidade do cenário atual exige um planejamento estratégico e investimento em saúde pública para garantir que o sistema esteja preparado para responder a novas emergências sanitárias. A experiência de 2025 serve como um alerta sobre a importância da vacinação e das práticas de saúde preventiva.

