O Brasil vive uma crise moral profunda, exacerbada pela pandemia de covid-19, que deixou a sociedade emocionalmente desgastada e dividida. Escândalos de corrupção, como as fraudes no INSS e a falência do Banco Master, expõem a incapacidade do Estado de proteger os cidadãos e a normalização do inaceitável. A erosão da confiança pública se agrava à medida que a indignação social se dissipa, comprometendo os valores democráticos.
O sigilo imposto a casos de corrupção, como o envolvendo o Banco Master, desfaz pilares essenciais da administração pública, como a transparência. Quando irregularidades financeiras são ocultadas, a sociedade e os órgãos de controle não conseguem identificar práticas corruptas, o que mina a integridade das instituições. A ausência de mecanismos de fiscalização torna-se um terreno fértil para a impunidade, dificultando a responsabilização de autoridades e instituições envolvidas.
A crítica à falta de transparência é reforçada pela perspectiva histórica e jurídica que defende a luz como antídoto contra abusos. Sem publicidade e controle, a corrupção se normaliza e a confiança pública se desintegra, levando a um ciclo vicioso de impunidade. A reflexão sobre os valores democráticos e a necessidade de preservar a integridade do Estado se torna urgente para evitar a proliferação da

