Brasil encerra representação da Argentina na embaixada da Venezuela

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O Brasil decidiu, em 10 de janeiro de 2026, abandonar sua responsabilidade pela embaixada argentina na Venezuela, o que inclui a representação dos interesses argentinos em Caracas. Essa decisão ocorre em meio a crescentes tensões diplomáticas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, que se intensificaram após declarações públicas e postagens nas redes sociais. A situação se complicou desde que opositores ao governo de Nicolás Maduro buscaram abrigo na embaixada argentina, gerando um clima de incerteza.

A tensão entre os governos foi acentuada por uma entrevista de Milei à CNN, onde ele criticou Lula, alegando que o brasileiro busca uma solução diplomática para a crise venezuelana em prol do socialismo. Além disso, publicações de Milei nas redes sociais, que retratavam a Venezuela de forma negativa, incomodaram o governo brasileiro. A embaixada argentina já havia sido um ponto focal de atenção internacional, especialmente após a tentativa de refugiados de escapar da repressão chavista, o que levou a um gesto de distensão de Lula ao oferecer proteção à sede diplomática.

Com a decisão de deixar a custódia da embaixada, o Brasil sinaliza uma mudança significativa em sua política externa, refletindo o impacto das relações bilaterais sobre a segurança diplomática na região. A situação na Venezuela continua volátil, e a saída do Brasil poderá ter repercussões para os argentinos que ainda se encontram na embaixada, além de complicar ainda mais as relações entre Buenos Aires e Caracas. O futuro da embaixada e dos refugiados permanece incerto, com a comunidade internacional atenta aos próximos desdobramentos dessa crise.

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