O embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), Benoni Belli, criticou duramente a operação militar dos Estados Unidos que culminou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, realizada em 5 de janeiro de 2026. Durante a reunião do Conselho Permanente da OEA, Belli classificou a ação como um ‘sequestro’, ressaltando que isso representa uma grave violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
Belli argumentou que os bombardeios em território da Venezuela e a retirada forçada de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, não apenas infringem normas internacionais, mas também podem desestabilizar a região. Ele fez referência a intervenções passadas dos EUA na América Latina, sugerindo que essa ação reabre feridas históricas e contradiz o compromisso com a solução pacífica de conflitos. O diplomata reafirmou que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio de um processo político interno, sem interferências externas.
As repercussões da prisão de Maduro foram imediatas, gerando críticas de diversos países da América do Sul, além de potências como Rússia e China. A declaração do embaixador brasileiro também sinaliza uma posição firme em defesa da autonomia dos países latino-americanos e da preservação da dignidade nacional. A situação continua a ser monitorada, pois o ex-presidente enfrenta sérias acusações nos EUA, e a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise.

