Em 17 de janeiro de 2021, o Brasil iniciava a vacinação contra a covid-19, com a enfermeira Mônica Calazans recebendo a primeira dose, logo após a aprovação emergencial pela Anvisa. Mônica, que participou dos ensaios clínicos da Coronavac, representou um momento de esperança em meio a uma crise de saúde devastadora. A vacinação em massa começou no dia seguinte, com a distribuição de 6 milhões de doses, e priorizou grupos vulneráveis, como trabalhadores da saúde e idosos.
Com o avanço da campanha, a vacinação no Brasil, que enfrentava o pico da variante Gama, trouxe resultados positivos rapidamente. Dados do Observatório Covid-19 Brasil indicam que, apenas nos primeiros meses, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes foram evitadas entre os idosos. Contudo, a lentidão na imunização levantou críticas, com especialistas afirmando que um início mais cedo poderia ter poupado ainda mais vidas, estimando-se até 400 mil mortes evitáveis se a vacinação tivesse começado antes.
As consequências dos atrasos na vacinação foram amplamente discutidas, inclusive em uma CPI que apontou negligência do governo na negociação de vacinas. O relatório final sugeriu indiciamento de autoridades, incluindo o ex-presidente, mas o pedido foi arquivado. Apesar dos desafios enfrentados, a vacinação resultou em 339 milhões de doses aplicadas, protegendo uma grande parte da população brasileira e reduzindo significativamente os casos graves da doença.

