Entidades empresariais brasileiras comemoraram a aprovação, em 9 de janeiro de 2026, do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após 25 anos de negociações. A decisão foi tomada após a chancela de 15 dos 27 Estados-membros da UE, que juntos representam mais de 65% da população do bloco. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, considerou essa aprovação um passo decisivo para fortalecer a economia brasileira.
O acordo é visto como uma oportunidade significativa para a inserção do Brasil no comércio global, com a CNI destacando que, a cada R$ 1 bilhão exportado para a UE, foram gerados 21,8 mil empregos. Além disso, a indústria química e os setores elétrico e eletrônico manifestaram otimismo, ressaltando o potencial de crescimento e diversificação das exportações. A expectativa é que o acordo atraia investimentos e amplie as relações comerciais com países do Leste Europeu.
Líderes empresariais, como os de Fiesp e Firjan, enfatizaram a importância do acordo para o fortalecimento do comércio e a competitividade do Brasil no cenário global. No entanto, também alertaram para a necessidade de atenção aos impactos na indústria local e a implementação das condições do acordo. O otimismo é palpável, mas a cautela se faz necessária para garantir os benefícios esperados para todos os setores envolvidos.

