Boulos critica CNI por ‘terrorismo econômico’ sobre escala 6×1

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, fez duras críticas ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, em uma postagem no X no último sábado, 24 de janeiro de 2026. O motivo da crítica foi a afirmação de Alban de que o fim da escala 6×1 acarretaria aumento nos custos para os consumidores, que, segundo Boulos, é uma forma de ‘terrorismo econômico’. Ele argumentou que essa postura é uma repetição de ameaças feitas historicamente pelo empresariado contra direitos trabalhistas.

Boulos salientou que a resistência à redução da jornada de trabalho reflete uma longa tradição de resistência a avanços sociais, ressaltando que a proposta do governo visa promover ‘mais produtividade e justiça social’. Em contraposição, Alban, em entrevista à Folha de S.Paulo, expressou que, embora pessoalmente apoie a redução da jornada, acredita que o Brasil não está preparado para essa mudança. Ele advertiu que os consumidores seriam os mais afetados pelos custos decorrentes dessa nova abordagem no setor produtivo.

A discussão sobre a escala 6×1 e suas implicações econômicas está no centro do debate político atual, com potencial para influenciar as relações entre governo e setor privado. A CNI está desenvolvendo um estudo para demonstrar os impactos da proposta, o que pode abrir novos caminhos para o diálogo sobre as condições de trabalho no Brasil. O resultado dessa discussão poderá moldar a agenda política em torno das reformas trabalhistas e da proteção ao consumidor nos próximos meses.

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