O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica na quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, após oito dias internado no Hospital DF Star. A saída ocorreu por volta das 18h40, quando ele foi transportado em uma viatura da Polícia Federal de Brasília, onde deve cumprir sua pena de 27 anos de prisão. Sua internação, que começou na véspera de Natal, foi para a realização de cirurgias eletivas, incluindo uma operação para tratar uma hérnia inguinal.
A decisão de alta foi acompanhada por um contexto jurídico tenso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou um pedido de prisão domiciliar, destacando que a defesa não apresentou novos elementos que justificassem a mudança de regime. Moraes também ressaltou que a condição de saúde de Bolsonaro não havia se agravado, mas sim melhorado após as intervenções cirúrgicas, que incluíram procedimentos para tratar crises recorrentes de soluços.
Com a alta, Bolsonaro retorna ao cumprimento da pena, após uma fase de recuperação hospitalar. A situação levanta questões sobre a saúde do ex-presidente e sua capacidade de lidar com as condições da prisão. O desdobramento desse caso poderá impactar a dinâmica política no Brasil, especialmente considerando o histórico recente do ex-presidente e suas interações com o sistema judiciário.

