O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para o complexo penitenciário da Papuda em Brasília no dia 15 de janeiro, onde passou sua primeira noite. A mudança foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe e outros crimes. A transferência ocorreu sem aviso prévio aos seus familiares e advogados, gerando controvérsias sobre o processo judicial.
Dentro da unidade, conhecida como “Papudinha”, Bolsonaro compartilha espaço com outros réus que também foram condenados pela participação na mesma tentativa de golpe. Entre eles, destacam-se o ex-ministro da Justiça e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. A decisão do juiz Alexandre de Moraes, relator do caso, levanta questões sobre a transparência e a ética no tratamento de figuras públicas em situações semelhantes.
As reações à detenção de Bolsonaro têm sido intensas, com seu filho, que reside nos Estados Unidos, acusando o magistrado de perseguição. Além disso, a senadora Damares Alves anunciou uma viagem à Washington para denunciar, na Organização dos Estados Americanos, alegações de violações de direitos humanos contra o ex-presidente. Esse conjunto de reações indica que a situação de Bolsonaro continuará a ser um tema polarizador no cenário político brasileiro.

