O programa Bolsa Família terminou 2025 com uma fila de espera que ultrapassa 500 mil famílias, apesar de um orçamento estável para 2026. Em dezembro, foram registrados 503,5 mil pedidos de inclusão, enquanto apenas 602 mil famílias foram efetivamente atendidas. O cenário evidencia uma demanda reprimida que persiste e cresce, refletindo a complexidade da situação econômica e social do país.
No último pagamento do ano, o governo federal destinou R$ 12,7 bilhões para atender 18,7 milhões de famílias, o que representa um benefício médio de R$ 691,37. Contudo, o ministério responsável não garantiu se todas as famílias na fila serão incluídas no próximo repasse, previsto para começar em 19 de janeiro. A situação se agrava considerando que o orçamento de R$ 159,5 bilhões para 2026 permanece congelado em relação ao ano anterior, limitando a capacidade de atendimento do programa.
As implicações dessa realidade são significativas, pois o número de beneficiários do Bolsa Família tem diminuído desde 2022, com 2,1 milhões a menos em 2025, totalizando o menor contingente desde 2021. A saída de famílias do programa se deve a fatores como aumento da renda e falta de atualização cadastral. Diante do cenário de desigualdade crescente, a continuidade e a eficácia do Bolsa Família são questões cruciais para o governo e a sociedade.

