O bitcoin registrou uma leve alta de 0,13% nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, encerrando o dia cotado a US$ 91.104,43. A recuperação se deu após um período de queda, impulsionada pelas compras de ETFs no início do ano e pela decisão da MSCI de manter empresas ligadas a criptomoedas em seus índices. Apesar disso, outras criptomoedas, como o ethereum, continuam a enfrentar dificuldades, com queda de 1,54%.
A pressão sobre o bitcoin também é atribuída a uma demanda mais fraca por parte de investidores, especialmente nos Estados Unidos, e a saídas líquidas significativas em ETFs, que totalizaram US$ 483 milhões. Analistas destacam que o aumento nos juros dos títulos do Japão e a perda da marca de US$ 95 mil como níveis críticos estão contribuindo para a instabilidade do mercado. A expectativa é que a divulgação do relatório de empregos de dezembro, prevista para amanhã, possa impactar a volatilidade das criptomoedas.
Embora o bitcoin tenha acumulado uma alta de mais de 3% até agora em 2026, ele ainda está 28% abaixo do seu recorde histórico de mais de US$ 126.000, alcançado em outubro do ano passado. O JPMorgan sinaliza que a liquidação recente nos mercados de criptoativos pode estar se aproximando de um fundo, mas a incerteza continua a dominar, especialmente com a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve. A recuperação do bitcoin dependerá, em grande parte, de fatores econômicos mais amplos e da confiança dos investidores no setor.

