A autora premiada Bernardine Evaristo fez um novo apelo para diversificar o currículo escolar na Inglaterra, destacando que o ritmo de mudança nos textos de literatura do GCSE é insatisfatório. Em suas declarações, Evaristo enfatizou que os jovens estão crescendo em uma sociedade onde as oportunidades estão se fechando, com uma crescente resistência à inclusão. Ela observa que, embora tenha havido um leve progresso na diversidade dos textos oferecidos, a adoção nas escolas permanece inadequada.
De acordo com um relatório recente, apenas 1,9% dos alunos do GCSE na Inglaterra estudam obras de autores de cor, um aumento modesto em relação aos 0,7% registrados há cinco anos. Essa situação revela um cenário preocupante, onde muitos estudantes não têm acesso a uma gama diversificada de perspectivas literárias. A autora argumenta que a educação deve refletir a pluralidade da sociedade contemporânea, promovendo uma maior inclusão e representatividade.
As implicações desse apelo são significativas, pois a resistência à inclusão no currículo pode afetar a formação cultural e social dos jovens. Evaristo sugere que um currículo mais diversificado não apenas enriquece a experiência educacional, mas também prepara melhor os alunos para um mundo globalizado e multicultural. A pressão por mudanças no sistema educacional pode gerar debates importantes sobre as diretrizes curriculares e a necessidade de uma abordagem mais inclusiva na literatura escolar.

