A Bayer manifestou sua satisfação com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, anunciada em 19 de janeiro de 2026, de revisar o caso Durnell, que envolve o herbicida Roundup. O julgamento do mérito deve ser realizado até junho de 2026, quando se encerra a atual sessão da Corte. Essa análise é crucial para esclarecer a aplicação da preempção federal, que determina se as normas federais prevalecem sobre as estaduais em questões como rotulagem de pesticidas.
O caso foi levado à Suprema Corte após um pedido da Monsanto, que pertence à Bayer desde 2018, visando resolver divergências entre tribunais sobre a regulamentação de pesticidas. A empresa acredita que uma decisão favorável ajudaria a conter o aumento de processos judiciais relacionados ao Roundup, parte de uma estratégia mais ampla para lidar com as questões legais. O CEO da Bayer, Bill Anderson, ressaltou a importância de uma clareza regulatória para os agricultores nos Estados Unidos.
Além disso, o procurador-geral americano, John Sauer, manifestou apoio à análise do caso, alertando que decisões divergentes entre tribunais podem permitir que júris ignorem evidências científicas da Agência de Proteção Ambiental dos EUA. A Bayer enfatiza a necessidade de uma orientação clara da Suprema Corte para evitar confusões legais e garantir a conformidade com as exigências federais de rotulagem do glifosato, que, segundo a EPA, não é considerado carcinogênico em humanos.

