Mariana Cabral, uma treinadora de futebol de 38 anos, vivencia dificuldades na obtenção da licença Pro da Uefa, que é crucial para avançar em sua carreira. Natural da ilha de São Miguel, nos Açores, ela já comandou as equipes femininas de clubes como Benfica e Sporting, mas atualmente enfrenta um impasse que a impede de acessar cursos que possibilitem cargos mais altos. “Queremos mais mulheres treinadoras”, afirma Cabral, destacando a necessidade de mudança nesse cenário.
Com sua A Licence já garantida, Cabral tentou se reinventar ao aceitar uma posição de assistente nos Estados Unidos, na equipe Utah Royals, na NWSL. No entanto, após uma temporada, optou por deixar o clube em busca de novas experiências que pudessem abrir portas para a obtenção da licença Pro. Este cenário ressalta a crescente demanda por mulheres no futebol, enquanto as barreiras na formação continuam a ser um obstáculo significativo.
A situação de Mariana Cabral evidencia um desafio mais amplo enfrentado por mulheres no esporte, especialmente no contexto do futebol, onde a participação feminina continua a crescer. Com a crescente visibilidade das competições femininas, como a Eurocopa e a Liga dos Campeões, a necessidade de mais treinadoras se torna evidente. Sem a devida qualificação, o risco é que talentos valiosos se percam, comprometendo o futuro do futebol feminino.

