Na última quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa de juros em 15% ao ano, seguindo a tendência das reuniões anteriores do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, a autoridade monetária deixou claro que um corte na próxima reunião, programada para março, é uma possibilidade caso o cenário econômico não sofra grandes alterações.
A mudança de tom no comunicado gerou reações entre analistas do mercado financeiro, que se mostraram surpreendidos pela clareza da sinalização. O economista-chefe de uma instituição financeira destacou que a nova postura do Banco Central reflete a percepção de que as medidas anteriores estão colocando a inflação em um caminho de convergência com a meta de 3% ao ano. Embora haja espaço técnico para cortes, a falta de confiança no mercado pode limitar ações mais audaciosas.
Os especialistas observam que a desancoragem das expectativas de inflação e a resiliência da inflação de serviços são preocupações que ainda pesam sobre as decisões do Copom. Apesar das apostas de cortes de até 0,50 ponto percentual na reunião de março, a Selic deve continuar alta em 2026, uma vez que o Banco Central busca equilibrar a flexibilização da política monetária com a credibilidade do regime de metas inflacionárias.

