Banco Central nega envolvimento de diretor em compra de ativos do Banco Master

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Banco Central do Brasil emitiu uma nota nesta sexta-feira, 23, refutando a alegação de que seu diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, tenha sugerido ao BRB a aquisição de carteiras fraudulentas do Banco Master. O comunicado surge em resposta a uma coluna do jornal O Globo, que afirmava que Aquino teria contatado o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, solicitando apoio para a liquidez do Master. O diretor afirmou que jamais recomendou tal compra, reforçando sua posição na manutenção da integridade das operações financeiras.

Na mesma nota, o Banco Central defendeu a conduta de Aquino em relação ao escândalo do Banco Master, destacando sua liderança nas investigações que identificaram inconsistências nas operações. O texto menciona que Aquino foi responsável por propor a liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, evidenciando seu papel ativo na apuração dos fatos. Além disso, ele disponibilizou suas informações e registros de conversas com Costa ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.

A liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro passado devido a suspeitas de fraude envolvendo R$ 12 bilhões, trouxe à tona questões sobre a responsabilidade das instituições financeiras na análise de créditos. O Banco Central lembrou que compete a cada instituição gerir os riscos de suas operações. O afastamento do presidente do BRB, que havia adquirido ativos do Master desde 2024, também levanta preocupações sobre a supervisão do sistema financeiro no país.

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