Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada pelo Banco Central do Brasil, a Taxa Selic foi mantida em 15% ao ano. A decisão, que aconteceu por unanimidade, era esperada pelo mercado financeiro e representa a quinta vez consecutiva que os juros permanecem nesse patamar, o mais alto desde 2006.
A Selic é um importante instrumento para o controle da inflação, que em 2025 registrou 4,26%, abaixo do teto da meta estipulada. O Copom decidiu não alterar a taxa neste momento, mesmo com a inflação em recuo, evidenciando a cautela do Banco Central diante de um cenário econômico desafiador. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não indicou novos diretores para o Copom, o que pode influenciar futuras decisões monetárias.
Com a manutenção da Selic, os juros elevados continuam a impactar o crédito no país, dificultando o acesso a financiamentos e, consequentemente, o crescimento econômico. As previsões do mercado para o PIB em 2026 são de uma expansão de 1,8%. Assim, o Banco Central deverá monitorar com atenção os indicadores econômicos para decidir sobre possíveis ajustes na taxa nos próximos meses.

