O Banco Central do Brasil divulgou que a caderneta de poupança enfrentou um saque líquido de R$ 85,568 bilhões em 2025, mantendo a tendência de saídas líquidas pelo quinto ano consecutivo. O resultado negativo se aproxima dos R$ 87 bilhões registrados em 2023 e dos mais de R$ 103 bilhões em 2022, evidenciando um cenário desafiador para os poupadores. Em contraste, o último fechamento positivo ocorreu em 2020, durante a pandemia de covid-19, quando os depósitos superaram as retiradas em R$ 166,310 bilhões.
No total, os depósitos na poupança somaram R$ 4,272 trilhões, enquanto as retiradas alcançaram R$ 4,358 trilhões. Apesar do rendimento de R$ 75,858 bilhões ao longo do ano, a situação da poupança continua crítica, refletindo a dificuldade de atrair novos investimentos. Em dezembro de 2025, no entanto, a modalidade apresentou uma leve captação positiva, com depósitos de R$ 432,806 bilhões e retiradas de R$ 427,395 bilhões, resultando em um saldo positivo de R$ 5,410 bilhões.
As implicações deste cenário revelam a crescente desconfiança dos poupadores em relação à rentabilidade da caderneta de poupança. A situação poderá influenciar as políticas do Banco Central e as estratégias financeiras das instituições, além de impactar a economia como um todo, já que a poupança é uma das principais formas de investimento para os brasileiros. A continuidade dessa tendência de saques pode levar a discussões sobre alternativas de investimento mais atrativas para o público em geral.

