Ativistas no Reino Unido levantaram sérias preocupações sobre a influência da BP na educação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), em função de sua parceria com o Museu da Ciência. Documentos obtidos por meio de legislação de liberdade de informação revelam que a BP financiou um projeto de pesquisa que possibilitou a criação da Academia do Grupo do Museu da Ciência, um programa voltado para a formação de professores que já atendeu mais de 5.000 educadores com mais de 500 cursos oferecidos.
As alegações sugerem que a BP, ao patrocinar essa iniciativa educacional, pode estar moldando o conteúdo e a abordagem do ensino das disciplinas STEM, levantando questões sobre a autonomia das instituições educacionais e a influência corporativa na formação de professores. A BP, uma das maiores empresas de energia do mundo, é acusada de priorizar seus interesses comerciais em detrimento de uma educação imparcial e de qualidade.
O desdobramento dessa situação pode trazer à tona um debate mais amplo sobre a ética das parcerias entre empresas e instituições educacionais. À medida que a pressão pública aumenta, é provável que as escolas e universidades reavaliem suas colaborações com empresas, buscando garantir que a educação permaneça livre de influências externas que possam comprometer sua integridade e qualidade.

