Na noite de 8 de janeiro, ataques de drones russos na Ucrânia resultaram na interrupção do fornecimento de água e calefação para mais de um milhão de residências na região de Dnipropetrovsk. A informação foi confirmada por um ministro ucraniano, que destacou a gravidade da situação enfrentada pela população local.
As autoridades ucranianas caracterizam esses ataques como uma estratégia deliberada da Rússia, visando a infraestrutura energética do país. Durante essa noite, a fornecedora de energia Ukrenergo relatou danos significativos em Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia, com um total de 97 drones lançados, dos quais 27 conseguiram causar estragos em várias localidades. O vice-primeiro-ministro da Reconstrução, Oleksii Kuleba, afirmou que as obras de reparação estão em andamento para restaurar os serviços essenciais.
O governador da região, Vladyslav Gaivanenko, reconheceu a dificuldade da situação, mas garantiu que os serviços serão restabelecidos assim que as condições de segurança permitirem. Em resposta aos ataques, Kiev intensificou bombardeios contra depósitos de petróleo e refinarias russas, buscando interromper as exportações de energia e gerar escassez de combustível para Moscou.

