Neste sábado (31), ataques coordenados realizados por separatistas do Baluchistão resultaram em 88 mortes, incluindo 11 civis, 10 membros das forças de segurança e 67 insurgentes. As autoridades paquistanesas relataram que os ataques ocorreram em diversos locais do sudoeste do país, afetando especialmente a capital provincial, Quetta. Essa região, rica em recursos minerais, enfrenta uma crise de segurança há várias décadas, com uma crescente insurgência separatista.
O Exército de Libertação do Baluchistão, grupo separatista ativo na área, reivindicou a responsabilidade pelos ataques, que incluíram ações armadas e atentados suicidas. As forças de segurança também confirmaram que 67 rebeldes foram mortos em confrontos posteriores. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, elogiou a resposta das forças de segurança e reafirmou o compromisso do governo em erradicar o terrorismo na região.
A escalada de violência no Baluchistão levanta sérias preocupações sobre a segurança e a estabilidade da província, que é a mais pobre do Paquistão, apesar de suas vastas reservas de minerais e hidrocarbonetos. O aumento dos ataques contra civis e funcionários de empresas estrangeiras sugere uma intensificação da luta dos separatistas contra o governo paquistanês. Com mais de 1.600 mortos em 2024, a situação continua a se deteriorar e exige atenção urgente das autoridades.

