No último domingo (18), mais de 160 cristãos foram sequestrados durante um ataque por grupos armados em duas igrejas na aldeia de Kajuru, localizada no estado de Kaduna, no norte da Nigéria. O ataque foi relatado por um clérigo local e confirmado por um relatório da ONU, que aponta que 172 fiéis foram capturados, embora nove tenham conseguido escapar.
Este incidente é parte de um padrão crescente de sequestros em massa no país, que se intensificou desde novembro do ano passado. O presidente nigeriano, Bola Tinubu, declarou estado de emergência de segurança nacional em resposta a essa onda de violência, que tem afetado particularmente comunidades cristãs. As áreas florestais e pouco povoadas do distrito de Kajuru têm sido identificadas como alvos prioritários para os sequestradores, permitindo que eles operem com relativa impunidade.
As implicações desse ataque são significativas, refletindo uma crise de segurança persistente na Nigéria, que já levou até mesmo o governo dos Estados Unidos a intervir militarmente em operações no país. O presidente americano, Donald Trump, descreveu a perseguição aos cristãos nigerianos como um ato de genocídio, intensificando a pressão internacional sobre o governo nigeriano para que medidas eficazes sejam adotadas contra a violência sectária.

