Os Estados Unidos realizaram um ataque militar contra a Venezuela, um ato que sinaliza a intenção do presidente Donald Trump em promover a extrema-direita na América Latina. Essa avaliação é feita pela professora Clarissa Nascimento Forner, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que ressalta a aproximação de governos de direita na região. Para ela, essa ofensiva visa enfraquecer governos que se opõem a essas ideologias.
Clarissa Forner também destaca que a atuação dos Estados Unidos reafirma seu papel como um fator de instabilidade tanto regional quanto global. Ela argumenta que, no contexto venezuelano, a intervenção militar não resolverá a crise interna, mas pode agravar a situação. A professora menciona o uso da força e a ideia de um ‘sequestro’ do presidente venezuelano como exemplos de ações que desafiam normas de legalidade.
A análise sugere que a instabilidade atual na Venezuela pode preceder novos ataques dos EUA na América Latina. O discurso do presidente Trump indica que este não é um caso isolado e que futuras intervenções são possíveis, levantando preocupações sobre as implicações geopolíticas e a legitimidade das ações. Críticos veem essas manobras como estratégias para afastar a Venezuela de aliados como China e Rússia, enquanto os EUA buscam um maior controle sobre suas vastas reservas de petróleo.

