Os Estados Unidos executaram um ataque militar contra a Venezuela, uma ação que reflete a estratégia do presidente Donald Trump para apoiar a extrema-direita na América Latina. A avaliação é de Clarissa Nascimento Forner, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que observa a crescente aproximação entre governos de extrema-direita na região. Segundo ela, essa ofensiva também visa enfraquecer governos opositores a essas ideologias.
Forner destaca que a intervenção dos EUA na Venezuela não é um caso isolado, mas parte de um padrão de instabilidade que o governo Trump tem promovido. A professora menciona que esse tipo de ação é frequentemente justificada pela alegação de uma crise interna e pela necessidade de combate ao crime. Contudo, ela ressalta que a falta de evidências concretas sobre as acusações contra o governo venezuelano levanta sérias questões sobre a legitimidade dessas intervenções.
As consequências desse ataque podem se estender além da Venezuela, indicando uma possível escalada de intervenções por parte dos EUA na América Latina. Forner sugere que a retórica agressiva de Washington pode abrir precedentes para ações semelhantes em outros países da região. Enquanto isso, a dinâmica geopolítica da América Latina continua a ser moldada por esses conflitos de interesses entre potências globais.

