Ataque dos EUA à Venezuela dificulta sanções da Fifa e do COI

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido recentemente, levantou questões sobre a possibilidade de sanções esportivas contra países que realizam ações consideradas ilegais. Apesar de haver uma base jurídica que poderia apoiar tais punições, a influência política e econômica dos EUA torna improvável qualquer sanção por parte da Fifa ou do Comitê Olímpico Internacional (COI), especialmente com os eventos esportivos mundiais se aproximando.

As normas internacionais que regem a governança esportiva têm sido cada vez mais desafiadas, especialmente diante do uso da força por países poderosos. Enquanto a Fifa e o COI possuem mecanismos para aplicar sanções, a aplicação prática dessas medidas está frequentemente sujeita a pressões políticas. O histórico recente mostra que, embora sanções tenham sido aplicadas a outros países, como a Rússia, a situação dos EUA é tratada de forma diferente, evidenciando a complexidade de um sistema que não se baseia apenas em normas, mas também em conveniência e alinhamento político.

As implicações dessa dinâmica são profundas, uma vez que as entidades esportivas não se pronunciaram sobre o assunto, e a falta de critérios objetivos para lidar com conflitos armados levanta questões sobre a equidade do sistema. A ausência de sanções aos EUA em relação a outros países que enfrentaram punições sugere uma fragilidade nas normas que regem o esporte em um contexto global. Sem pressão significativa, as chances de que ações sejam tomadas contra os Estados Unidos parecem remotas, refletindo um cenário em que a política e o esporte se entrelaçam.

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