Na véspera de Ano Novo, um ataque armado resultou na morte de seis pessoas e deixou 11 feridas em Manabí, sudoeste do Equador. O evento trágico ocorreu na noite de 31 de dezembro e foi noticiado pela polícia no dia 1º de janeiro. Este é o segundo massacre na região em apenas três dias, evidenciando a crescente violência que assola o país.
O ataque ocorreu enquanto um grupo de pessoas celebrava a passagem do ano em uma área externa de uma residência. Três dias antes, outro massacre também havia deixado seis mortos, incluindo uma criança. A polícia anunciou que unidades especializadas estão investigando os incidentes, enquanto o governo declarou estado de exceção em Manabí e outras oito províncias devido ao aumento dos homicídios.
Com mais de 8.300 homicídios registrados em 2025, o Equador enfrenta uma crise de segurança severa, impulsionada por disputas entre gangues ligadas ao tráfico de drogas. A taxa de homicídios, que já alcançou 47 por 100.000 habitantes, deve aumentar, segundo estimativas do Observatório do Crime Organizado. A continuidade dessa violência gera preocupações sobre a segurança pública e a eficácia das políticas de combate ao crime no país.

