O atacante iraniano Mehdi Taremi, jogando pelo Olympiakos, marcou um gol no último sábado em uma vitória de 2-0 sobre o Atromitos, mas optou por não celebrar. A decisão do jogador reflete a crescente repressão do regime iraniano, que cortou a internet e as comunicações, resultando em um silêncio das vozes que costumavam acompanhar sua carreira na Europa. Taremi afirmou que a situação difícil no Irã o impede de comemorar, destacando a conexão entre os atletas e a população que enfrenta grandes desafios.
A repressão no Irã se intensificou, com o governo impondo severas restrições à liberdade de expressão e comunicação. Essas ações têm um impacto profundo não apenas na vida cotidiana dos iranianos, mas também na maneira como os atletas que jogam no exterior se relacionam com suas raízes e com os eventos em seu país. Taremi enfatizou que, apesar do desejo dos fãs de vê-lo feliz, ele não pode ignorar a luta do povo iraniano, que continua em busca de seus direitos.
As palavras de Taremi ecoam a luta de muitos outros atletas que se veem divididos entre suas carreiras internacionais e a realidade de suas nações de origem. A situação no Irã, marcada por protestos e repressão, levanta questões sobre a responsabilidade dos atletas em se manifestar e a segurança que podem enfrentar ao fazê-lo. À medida que a comunidade internacional observa, a coragem de figuras como Taremi pode inspirar novos diálogos sobre direitos humanos e solidariedade entre os esportistas.

