A Argentina alcançou seu segundo ano consecutivo de superávit fiscal, conforme revelado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, em 16 de janeiro de 2026. O superávit primário totalizou 11,77 trilhões de pesos, enquanto o superávit financeiro foi de 1,45 trilhão de pesos, representando cerca de 1,4% e 0,2% do PIB, respectivamente. Esses resultados superaram as metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Embora os números anuais sejam positivos, Caputo alertou que o mês de dezembro registrou déficits, refletindo a sazonalidade típica dos gastos públicos. O déficit primário foi de 2,88 trilhões de pesos, e o déficit financeiro atingiu 3,29 trilhões de pesos, indicando desafios contínuos na gestão fiscal. O ministro também destacou que este é o primeiro caso desde 2008 em que o país obteve dois anos consecutivos de superávit financeiro em base caixa.
As implicações desse superávit vão além da contabilidade fiscal, pois representam um passo importante na recuperação econômica da Argentina, especialmente em um contexto de compromissos com o FMI. O gasto primário foi reduzido em 27% em termos reais, mesmo com o aumento de programas sociais. A expectativa é que a próxima revisão do FMI, prevista para fevereiro, considere esses resultados como um cumprimento das metas acordadas, o que poderia abrir portas para novos financiamentos e maior estabilidade econômica.

