A Argentina concluiu o ano de 2025 com uma taxa de inflação anual de 31,5%, a mais baixa desde 2017, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). No entanto, a inflação mensal continua a subir, com um aumento de 2,8% em dezembro em comparação ao mês anterior, mantendo economistas em alerta sobre a situação econômica do país.
Desde junho, os preços de serviços essenciais, como transporte e habitação, têm crescido de forma contínua, refletindo a alta mensal persistente. O presidente Javier Milei, que assumiu em dezembro de 2023, tem priorizado políticas de austeridade com o objetivo de controlar a inflação, mas essas medidas resultaram em uma perda considerável do poder de compra para os cidadãos. Apesar de uma conquista no superávit orçamentário, a realidade nas ruas mostra que muitos argentinos ainda enfrentam dificuldades financeiras.
Os economistas alertam que os processos de desinflação não são rápidos ou lineares, uma perspectiva que contrasta com as promessas de Milei. Com previsões indicando uma inflação acumulada de 20,1% para 2026, a situação continua incerta, especialmente em meio às tensões políticas e eleitorais. A percepção de que a inflação ainda é um problema persistente reflete um desafio significativo para o governo e para a população argentina.

