Argentina registra menor inflação em 8 anos, mas analistas alertam riscos

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

A inflação na Argentina encerrou 2025 com uma taxa de 31,5%, o que representa o menor nível em oito anos, conforme anunciado pelo governo do presidente Javier Milei. No entanto, a elevação de 2,8% nos preços em dezembro suscita preocupações entre analistas, que acreditam que o índice pode ter atingido um platô preocupante. A situação é um reflexo de uma realidade econômica complexa que o novo governo tenta enfrentar com um programa de ajuste fiscal rigoroso.

O governo de Milei celebra a redução da inflação como um sucesso de suas políticas, implementadas desde sua posse em dezembro de 2023, que incluíram a desvalorização do peso e cortes orçamentários significativos. Apesar desse cenário otimista, economistas apontam que a inflação tem mostrado sinais de alta contínua, com um crescimento em setores como transporte e serviços. A percepção pública, conforme relatos de cidadãos em Buenos Aires, revela uma insatisfação com a estagnação salarial que contrasta com os esforços governamentais para controlar os preços.

As preocupações sobre a sustentabilidade do processo de desinflação são evidentes, com analistas advertindo que a taxa de câmbio apreciada pode dificultar a acumulação de reservas em dólares pelo Banco Central. A situação poderá impactar a confiança da população e a estabilidade econômica a longo prazo. Com eleições legislativas recentes e um clima econômico incerto, o governo enfrenta o desafio de equilibrar promessas de resultados positivos com a realidade vivida pelos argentinos.

Compartilhe esta notícia