O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que promete criar a maior zona de livre comércio do mundo, depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos congressos dos quatro países sul-americanos. A assinatura do tratado ocorrerá em Assunção, no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações. Apesar do avanço, a implementação definitiva exigirá ratificações adicionais em nível nacional na Europa e na América do Sul.
O tratado deverá facilitar o comércio entre 27 Estados-membros da UE e os países do Mercosul, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas. Estima-se que, em dez anos, o acordo injetará R$ 37 bilhões na economia brasileira. Entretanto, o processo legislativo é complexo, com a necessidade de aprovação em diferentes instâncias governamentais, principalmente no Brasil e na Europa, onde resistências existem, especialmente entre agricultores franceses.
Embora a assinatura do acordo provisório facilite a redução de tarifas, a implementação do Acordo de Parceria UE-Mercosul terá um caminho mais longo, necessitando da aprovação de todos os parlamentos nacionais da UE. Com obstáculos ainda a serem superados, o futuro do tratado e seu impacto econômico dependem da capacidade dos países envolvidos de chegar a um consenso político. A votação final no Parlamento Europeu deve ocorrer até maio, determinando o início da vigência do acordo na prática.

